O crescimento populacional em Maputo, capital de Moçambique, esgotou a capacidade e geografia da infraestrutura de abastecimento de água da cidade, o que resultou em um número cada vez maior de fornecedores privados de água (FPAs) que ajudam a atender a demanda de água dos habitantes.

A equipe de Água e Saneamento Básico na África (SUWASA) da Tetra Tech em Moçambique está ajudando o governo deste país a entender melhor como as pessoas que moram dentro e nos arredores de Maputo obtém água para uso doméstico. O projeto, financiado pela U.S. Agency for International Development (USAID – Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional), dá suporte à Direção Nacional de Águas (DNA) do governo de Moçambique à medida que o país amplia sua rede formal de abastecimento de água e planeja compensar o uso de FPAs.

A unidade de tecnologia geoespacial da Tetra Tech, comandada por Nicholas Thomas, recebeu uma solicitação para levanta as operações existentes dos FPAs de modo a auxiliar no planejamento da implantação de novas infraestruturas. A equipe possui uma vasta experiência no fornecimento de informações técnicas para facilitar sistemas de infraestrutura para abastecimento de água. Seu uso inovador de uma abordagem recém criada, o electronic Project Observation, Reporting, and Tracking (ePORT – Sistema Eletrônico de Observação, Comunicação e Acompanhamento de Projetos), resultou em uma solução customizada, acessível e de fácil uso para o que poderia ser um problema demorado e dispendioso.

“Nossa abordagem proporcionou à USAID um programa melhor, uma capacidade de tomada de decisão em nível de projeto e economias significativas”, disse Thomas. “O ePORT tem ampla aplicabilidade em diversos programas e projetos da Tetra Tech, principalmente aqueles em que coletas de dados rentáveis e em tempo hábil são difíceis devido a limitações do local.”

Uma boa preparação simplifica a implementação de uma pesquisa

A Tetra Tech criou uma versão eletrônica de suas perguntas da pesquisa com os FPAs dentro do ePORT, marcando as perguntas de resposta obrigatória e opcional. Thomas treinou oito equipes de pesquisadores (dois por equipe) para registrar as informações em iPads.

Usando suas ferramentas eletrônicas, os pesquisadores fizeram uma média de oito pesquisas COM FPAs por dia. Os dados eram transferidos para um banco de dados central na nuvem por meio da sincronização automática do ePORT. Isto eliminou a transmissão manual de dados e o gerenciamento deste processo nos escritórios de campo do programa. A 13.000 km de distância em Burlington, estado de Vermont, Thomas monitorava a pesquisa e a transmissão de dados em Maputo através do portal do banco de dados do ePORT. O sistema coletava assinaturas eletrônicas e acumulava dados de localização usando coordenadas de GPS no mapeamento do ePORT.

A tecnologia facilita a disseminação de informações e o sucesso dos resultados

O ePORT gerou uma série de dados para os escritórios da DNA do governo de Moçambique, em Maputo. O arquivo de dados dos sistemas de informações geográficas continha todas as respostas das pesquisas e localizações dos FPAs, a partir das quais a ARD criou a página na internet com o Mapa de Levantamento de FPAs. Qualquer pessoa pode acessar os mapas com um navegador, selecionar pontos de dados e acessar informações adicionais.

A equipe de projeto coletou informações sobre 816 FPAs e concluiu 96% das pesquisas em apenas seis semanas. Eles descobriram que apenas 52% dos FPAs eram licenciados e que 190.000 crianças com menos de 15 anos – o que representa 15% da população – não tinha acesso à água tratada na região da Grande Maputo.

O ePORT introduziu uma abordagem mais eficiente para as pesquisas em Moçambique. Os dados identificaram profundidades de poços, qualidade da água, profundidades de lençóis freáticos e infiltração de água salgada, o que ajudou o governo de Moçambique a estabelecer planos de contingência para secas.

“Foram combinadas a obtenção acelerada de dados e a gestão racionalizada com capacidades de apresentação simplificadas para o cliente, todas executadas com menos custos que as pesquisas em papel”, explicou Thomas.

Jan Auman, Presidente de Serviços de Desenvolvimento Internacional da Tetra Tech, elogiou os esforços, afirmando: “Este trabalho pioneiro de Nick no desenvolvimento de ferramentas para atender a necessidades críticas de água, como o ePORT em Moçambique, é um indicador do compromisso e entusiasmo da Tetra Tech em proporcionar uma ciência prática e robusta, inovação e envolvimento das partes interessadas para fins de desenvolvimento sustentável.”

Visualize a ferramenta de mapeamento do ePORT em http://bit.ly/suwasa.